
Mais time, o Cruzeiro tem. Mais torcida na finalíssima, também. Maior motivação pelo fato de atuar em Belo Horizonte, sim, tem. Só que falamos de Libertadores, a maior competição de todas as Américas. E de argentinos. E de Verón, o carequinha craque e líder deste regular e eficientíssimo Estudiantes, decidindo a segunda competição continental no Brasil em apenas seis meses - se lembram da Copa Sul-Americana vencida pelo Internacional no ano passado, não é? Podemos, e devemos, ressaltar a frieza argentina na hora derradeira. Eles aparentam destempero, partem para a violência, mas tudo isso quando percebem a derrota bem pertinho. Enquanto vislumbram a chance da conquista usam a catimba, tentam irritar o adversário numa provocação constante.
Ao Cruzeiro é necessário ter calma, paciência para encontrar o gol. Ou, os gols. Controlar os nervos de toda maneira, como feito no primeiro duelo. De preferência, saindo na frente do placar. Forçar o jogo pelo miolo da frágil zaga adversária pode ser bom caminho, com a aproximação sempre surpreendente de Ramires. Ah, a zaga! A do Cruzeiro também não inspira confiança. São beques altos e igualmente atabalhoados. Creio num Estudiantes fechado, buscando atrair o Cruzeiro para ter espaços no contra-ataque. E nisso eles são bons. Promete ser de arrepiar! Torço para o Cruzeiro como brasileiro. Tomara que a noite seja azul mesmo e não negra, como este céu de nuvens carregadas hoje na Região Sudeste. É o pão de queijo contra o tango.