
De quebra, como se precisasse, numa circunstância dessas, de Libertadores, de partida eliminatória de Libertadores, tem o confronto particular Adriano x Ronaldo. “Briga de cachorro grande”, como gostam de bradar radialistas antigos. Conto os minutos para sentar diante da TV e apreciar. Mais de 60 mil ingressos vendidos. O que pode acontecer? Quem vai vencer? O Corinthians tem no banco o experiente Mano Menezes. O Flamengo apresenta ao público o novato Rogério Lourenço, seu ex-zagueiro de chute forte e cabelo liso, esvoaçante ao sopro do vento.
E talvez haja, involuntariamente pela presença de Rogério, sopro de tranqüilidade, como o que balançava suas madeixas, na época de jogador, a amaciar inflados egos rubro-negros pós demissão de Andrade. Refresco da alma, saciada por desejo de superação. O sentimento vermelho-e-preto de superar desafios tidos inalcançáveis brota de novo. Parecido com a arrancada fulminante no Brasileirão. Nessas horas, dá gosto ver o Flamengo, envolto numa nação de corrente positiva. Do outro lado, mesmas características. Raça, pura raça. Fibra, entrega, coração. Haja coração para suportar esses dois duelos. Bate forte o peito flamenguista. Bate forte o peito corinthiano.
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